O som para criatividade

Por 11 de setembro de 2015 Destaque Sem comentários
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Enquanto em muitos escritórios e agências o silêncio é valorizado para maior concentração e estímulo da criatividade, diversos estudos comprovam exatamente o contrário: sons e música tem o poder de inspirar e ativar nossas áreas criativas do cérebro. A explicação científica para isso veio em 1993, junto com o estudo sobre o Efeito Mozart (do qual falaremos em breve), quando foram reveladas as áreas de atuação da música em nosso cérebro. Pensava-se antes que a música trabalharia apenas em uma região, porém foi comprovado que, pela complexidade de uma música (ritmo, tons, melodias, timbres, etc.) ela ativa diversas áreas do cérebro – tanto do lado direito como do esquerdo-, o que ajuda ainda mais no desenvolvimento e criação de novas ideias. Ou seja, faz todas as áreas mais importantes para compreensão de um problema e desenvolvimento de uma solução serem ativadas e trabalharem conjuntamente. Mas quais sons ou músicas são melhores para ativar essa reação nervosa?

Muitos já devem ter ouvido falar do Efeito Mozart. Este é resultado de um estudo que comprovou, através de testes, que ouvir uma das sonatas de Mozart, mais especificamente a sonata para dois pianos em D Maior (K.448), influenciou em resultados melhores, maior concentração e aumento na capacidade de solucionar problemas. Os testes foram feitos da seguinte maneira: provas eram aplicadas aos participantes enquanto estavam em uma sala em silêncio. Em outro momento, novos testes, com o mesmo nível de dificuldade dos anteriores, foram aplicados ao som da sonata. O resultado gerou a teoria do Efeito Mozart – o efeito da sonata sob o cérebro. Porém, novos estudos acabaram desconstruindo esta teoria.

Estes estudos explicam que ouvir Mozart não faz seu QI crescer – obviamente -, mas mais do que isso, comprovam que o ponto principal do estudo de 1993 não é referente à música de Mozart, e sim à música e sons em geral. Por exemplo: nos Estados Unidos, 20 anos depois, pesquisadores chegaram à conclusão que o som ambiente de uma cafeteria estimula a criatividade e concentração. O som foi tocado em escritórios durante alguns meses e a teoria ficou comprovada através dos resultados de eficácia das pequenas empresas. Após isso, até mesmo um site que fica tocando em loop diversos sons ambientes similares ao de cafeterias foi criado: oCoffitivity.

Outro ótimo exemplo é o de Emma Gray, psicóloga no British CBT & Counseling Service, que chegou ao número de 50 a 80 batidas por minuto na música de fundo perfeita para estimular sua criatividade. Este número pode variar em músicas clássicas como Bethoven a até mesmo “Man Down”, um reggae de Rihanna. Este estudo foi feito em parceria com o Spotify e a lista com algumas das músicas selecionadas pela pesquisadora pode ser ouvida aqui.

Enfim, os estudos sobre a ação que as músicas e sons têm sobre nossas mentes e sobre nossa capacidade produtiva continuaram, até que algumas conclusões vieram:

 Volume correto é chave: o som deve tornar-se o tema de fundo, um som ambiente de seu trabalho ou estudo, sem tornar-se a “atração principal” (70dbs é algo próximo do ideal);

 Número de batidas correto: isso vai depender de cada pessoa. É algo bem específico que é influenciado também pelo propósito do estudo ou trabalho e a velocidade com que é feito. Porém, é fato que um número entre 50 e 70 batidas por minuto é o mais ideal.

 Ouça músicas que te agradem: não adianta estudos chegarem e te falarem que a sonata de Mozart estimula a criação se este som chega a te irritar. O importante é encontrar músicas do seu gosto que estejam adequadas aos quesitos anteriores e que não se tornem uma distração, desta maneira o estudo ou criação renderão mais.

 

Fonte: Midia Publicitária

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